À terça-feira a qual sou grata.

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Quando um ano começa, nós, meros mortais, ousamos fazer pedidos. Algumas pessoas pedem dinheiro, outras optam por saúde e outras ainda desejam amor… Ela só queria um milagre. Algo que a salvasse de tudo que já havia passado nos anos anteriores e que lhe trouxesse a paz que há muito não se via. Paz ela teve. Não que ela estivesse sozinha. Nem se quer sentia solidão por perto. Ela contava com amigos próximos e liberdade de não ter preocupação com nada na vida. Mas sabe como é, né? No país do futebol o ano só começa depois da tão falada quarta-feira ingrata. As fantasias foram tiradas do armário e lá se foram as três mosqueteiras, desvendar os mistérios das ladeiras e se aventurar pelas antigas ruas do velho Recife. Na noite daquela terça-feira – mesmo que ela não houvesse percebido, seu milagre lhe disse “oi”. Tinham mais cinco pessoas ali, mas quem via? Numa roda de amigos, os dois desconhecidos conversaram e talvez até, se reconheceram e o pouco tempo não foi suficiente. Cada um foi pro seu lado e certamente, se não houvesse tido contato algum depois daquilo, ambos seguiriam suas vidas e viveriam muito bem. Mas de alguma forma, por algum motivo, eles precisavam saber o que era aquela empatia que havia surgido. Posso garantir já de antemão que não se tratava de amizade. O cara “gente boa” de sorriso aberto ganhou a menina e honestamente, nenhum dos dois sabe explicar como esse ganho aconteceu. Sem pressa de chegar, eles conversaram depois. Da conversa veio o jantar e do jantar veio todo o resto. Se você perguntar pra ela que nome se dá para o relacionamento deles, ela – com todo cinismo que lhe cabe, irá responder que não sabe a resposta. E apesar de ser algo relativamente incerto e sem batismo ou nome registrado, ela sabe que de alguma forma, é. Às vezes ele parece ser tão seu, que não pode ser real. É tão bom, que merece ser zelado. E a faz tão feliz, que ao contrario dos que foram embora, merece ficar. Mil perdões aos curiosos, mas essa história ainda não tem um final e enquanto ele se não intitulam, me cabe apenas encerrar esse texto com a continuidade das reticências…

Autora: H. Louise
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