Papo aberto: Aborto!

Hello! Hoje começo com a nova tag aqui no blog “papo aberto“. Nessa tag, você vai encontrar as opiniões de meninas sobre diversos temas. Mas quem são essas meninas? São meninas que participam do novo grupo do com toda classe no whatsapp. É um grupo bem pequeno, com meninas que participam do Faça você mesmo. Lá, a gente conversa de tudo e a partir de agora, toda segunda feira 5 meninas irão debater sobre um determinado tema, pra vir aqui pra essa tag, nas terças. O tema escolhido para hoje foi aborto. É um tema bastante polêmico e com opiniões diversificadas, naturalmente.

aborto

O que é o aborto?

Aborto ou interrupção da gravidez é quando se remove ou expulsa o feto ou embrião do útero, tendo como consequência a sua morte. Isso pode acontecer de forma espontânea, ou seja, natural, ou de forma induzida, que é quando é provocada.  O aborto na forma induzida, é praticado por profissionais, dentro das condições de higiene e com medicamentos e métodos mecânicos apropriados, mas muitas pessoas tentam abortar sozinhas, ou com ajuda de pessoas que não possuem capacitação para isso, longe do hospital, sem nenhuma higiene. Independente da forma que se faz, o aborto pode ter consequências, principalmente para a saúde. Na maioria dos casos, o aborto é feito devido a gravidez indesejada, muitas vezes de adolescentes e também decorrente do estupro. Pelo código penal Brasileiro, aborto é considerado crime, exceto nos casos de risco para a vida da mulher, quando a gravides é resultado de estupro e nos casos de feto sem cérebro. Porém, a nova PEC (proposta de emenda à constituição) vem tentar mudar esses casos, com o estatuto do nascituro.

Estatuto do nascituro, o que é? 

Foi aprovado pela câmara dos deputados, o estatuto do nascituro, que visa proibir em qualquer circunstância, o aborto e torna mais rigorosa as penas para quem o faz. Prevê também,o direito ao pagamento de pensão alimentícia às crianças concebidas de violência sexual e que o nascituro é o ser humano concebido, mas ainda não nascido, o texto diz ainda que o nascituro adquire personalidade jurídica ao nascer com vida, mas sua natureza humana será reconhecida desde a concepção. O Estatuto do Nascituro foi aprovado na Comissão de Finanças, mas ainda falta ser aprovado na Comissão de Justiça e no Plenário.

 

A opinião das meninas

  • Não quero julgar muito quem aborta porque nunca passei pela situação de precisar abortar. Acho que o aborto é muito mais um ato de desespero do que de consciência. Realmente é complicado, por mais que seja descuido da pessoa, descobrir que está prestes a gerar um novo ser. Porém é assustador se pensarmos que o aborto é um assassinato e que todos nós podíamos ter sido abortados. Se o caso for de estupro ou se o feto tiver sérios problemas de saúde e de formação, é justificável, mas engravidar por descuido e decidir abortar é terrível. Se o aborto for legalizado, a gravidez será banalizada e a preocupação na hora do sexo será mínima. A solução para a gravidez indesejada não é aborto, um homicídio e atentado à vida, mas sim a educação de métodos anticoncepcionais. – Amélia Campos, 16 anos, sagitariana, namorando. Terceiro ano, vestibulanda de medicina. Viciada em comprar livros, leitora e futura escritora de best sellers. 
  • Aborto.. eu acho que cada caso é caso. Creio que o aborto deveria ser legal, e que deve caber a mulher decidir se ela tem de fazer o aborto ou não. Por exemplo, em casos de estupro, é um direito da mulher abortar, afinal que cicatrizes emocionais vão ficar se a mulher tiver essa criança.. Seria algo pra se lembrar todo dia de uma evento nada agradável. Outro exemplo, fetos com problemas de saúde, é um direito da mulher abortar. Mas dai entra em questão né, será que é justo pra criança nascer e viver desabilitada? Ou Será que é justo uma criança, por mais “doente” que esteja não ter a chance de nascer e mostrar que pode sim ser ‘normal’? O que são assuntos pra as escolhas pessoas né de aborto ou não. Como mencionei, deve ser escolha da mulher pois cada caso é caso. Também não é justo ter um filho que você não pode criar, ter um menino para viver na rua pedindo esmola, sem nunca frequentar uma escola e viver passando fome. Mas também acho que cabe ao médico que ira fazer o aborto a analisar a situação, e orientar a mãe, e aceitar ou não aceitar fazer o aborto. Novamente entra em questões outras coisas, que se fosse desse jeito, o aborto em casa seria popularizado e é muito perigoso né. Em conclusão, pessoalmente, eu não concordo em abortar só por abortar porque você não quer ter um filho, porém isso deveria ser escolha da mulher e cabe a consciência de cada uma escolher isso. – Bruna Meneses, 18 anos de vida. Nascida em recife, criada no texas. Escorpiana de corpo e alma. Curso ensino médio e pretendo fazer medicina. Apaixonada por moda, culinária, ciências, fotografia, dança, musica, animais, meu namorado e família. 
  • Eu sou contra o aborto em casos de irresponsabilidade, de gravidez indesejada. A partir do momento em que você teve relação sexual, precisa arcar com as conseqüências. Em caso de um estupro, eu sou a favor, porque a pessoa violentada não tem culpa da conseqüência do ato. Em outros casos, sou contra o aborto como alternativa, pois só DEUS tem o direito de impedir alguém de nascer. – Débora Lins, 18 anos, solteira, escorpiana, estudando pra prestar faculdade de direito  moro em recife, gosto de musica, viajar, conversar e dançar. 
  • Aborto é um assunto muito mais relativo do que as pessoas imaginam. Pessoas pensam diferente, tem crenças diferentes e instruções diferentes, fica difícil, assim, julgar as opções de quem pratica tal ato. Acho que descuido, falta de proteção e responsabilidade ou apenas um acidente, não são motivos para aborto, acho que se teve vontade de fazer, crie vontade de assumir, porque ninguém, em nenhum momento, tem a obrigação de assumir seus erros, muito menos um feto completamente indefeso. Quanto aos casos de estupro e problemas de saúde como anencefalia, não consigo, de maneira nenhuma, me colocar no lugar de uma vítima pra saber o que eu faria. No caso do estupro, acho que seria difícil abrir mão de ter o neném pelo fato de crer que tudo um dia vai ser melhor, que ele terá uma mãe e um pai que nunca será mencionado e talvez alguém substitua esse papel de pai, sem precisar ser revelado como substituto. Acho que nesse caso, o tempo daria o caminho certo para apagar esse sofrimento, pois a alegria de ter uma criança em casa, sobressairia qualquer outra coisa. Mas isso também variaria pelo “nível” do estupro. Quanto aos problemas de saúde irreversíveis, realmente não tem o que fazer. Acho que não ter iria doer menos do que ter e ver o filho sofrer e não poder fazer nada, e sempre saber que só vai piorar e que o fim, é literalmente o fim. Como eu disse no começo, é um assunto muito complexo e relativo para ser julgado. – Letícia, 18, leonina.  Estudando pra prestar vestibular de psicologia. Amo meu namorado, cinema, fotografia, família, livros, cachorros e cama. 
  • Sou contra o aborto, pois em pleno seculo XXl o que não falta é informação e métodos contraceptivos, se já banalizam esses métodos e ninfomaníacos imagina se o aborto for legalizado? Um feto/bebe não deve levar o pato por irresponsabilidades dos pais, se for pra não ter filhos agora o ideal é se prevenir e não ‘simplesmente’ abortar, sim, simplesmente, existem pessoas que acham simples destruir/anular um feto, isto é um absurdo, porém, sou a favor em certos casos como estupros ou anencefalia por exemplo, ai sim deveriam ser legalizados pois são casos especiais onde a mulher passa por problemas e frustrações, tanto em ser estuprada, porque o ato passa a ser um carma/perseguição na cabeça da mulher imagina esperar um filho de um ato de extrema violência?! Assim como o outro exemplo que exibi acima, a anencefalia, a mulher espera um bebe por 9 meses sabendo que ele não vai suportar e ira falecer, é uma frustração enorme, embora eu, gracas a Deus nunca tenha passado por nenhum destes casos, esta é minha opinião sobre o aborto, que é um assunto extremamente polemico e relativo. –  Rafaela Gaudêncio, 19 anos. Natural de recife, geminiana, estudando pra prestar vestibular do curso de fisioterapia, adoradora de internet e blogs de moda e assuntos interessantes e políticos. 

Quer saber um pouco mais sobre o tema? leia aqui e aqui.

É muito importante que todos leiam sobre. Homens e mulheres. TODO MUNDO! Isso diz respeito à sua mãe, à sua irmã, à sua prima, à sua namorada. Entendam sobre o assunto, discutam. Não sou contra o aborto, nem a favor. Acho que a lei atualmente, já está de acordo com as situações que se vivem no Brasil. O aborto deve ser legalizado apenas nos 3 casos previstos no código penal. Criminalizá-lo totalmente irá gerar mais abortos em situações precárias. Sim. Todos tem direitos iguais, mas uma mulher, que tem família, uma vida estabelecida, deve ter seus direitos sobressaídos aos de um embrião, de um feto. Imagine você ser estuprada e ter que viver com a criança, fruto de um ato bruto, pro resto da sua vida? E ainda receber pensão,ter contato com o MONSTRO que fez isso? Eu acho isso um absurdo. imagine ter um filho que não vai falar com você, não vai andar, não vai viver? Não concordo com isso. E é por isso que eu assinei a petição contra o estatuto do nascituro (assine aqui). Se você também não concorda com esse estatuto, assine! Exerça seus direitos! Beijão,

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